quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Amigos amigos, mães à parte.
Lá na agência temos o hábito de fazer refeições coletivas: cafés da manhã, lanchinhos da tarde, almoço de caixinha em dias de chuva e por aí vai. Com isso todo mundo acaba sabendo o que os colegas gostam de comer, e cria-se o adorável hábito de fazer pequenos agrados uns aos outros, em momentos aleatórios do dia, sem esperar nada em troca. É um mundo maravilhoso!
É CLAAAAARO que mamãe, que muito gosta de prosear, descobriu esta peculiaridade corporativa, e imediatamente passou instruções objetivas e muito diretas: "Não alimente a hipopótama".
Com isso eu parei de ganhar docinhos, inclusive o pudim caseiro da mãe da Eudis.
Snifs snifs snifs. Ainda bem que o resto da turma ainda me dá chocolates.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Mind set (ou cogumelos incríveis)
Modéstia à parte, fiz (estraguei alguns cogumelos antes, mas fiz).
Se você ficou com invejinha, se você não quer mais gastar 20 pilas num pratinho de cogumelos, ou se você é a minha mãe e simplesmente não tolera a idéia de eu saber fazer uma coisa e você não, seguem abaixo as dicas:
-Prefira os cogumelos shimeji, shitake e portobello (gosto do salmon, mas o comum também fica legal). Se você gosta de outros, manda ver.
No Pão de Açúcar vende umas bandejinhas com cogumelos quase limpos e sortidos, coincidentemente são exatamente os que você precisa.
-Não lave os cogumelos, não mergulhe na água, não deixe de molho! Cogumelos são umas esponjihas, então o melhor é limpá-los com um paninho úmido. Se você morre de nojo das coisas da terra, passe na torneira ultra-mega-rápido, pra eles não chuparem muita água (você vai entender o porquê logo mais).
-Use alho sem dó. Se alguém for te beijar depois, é melhor que te ame com bafo. Corte como achar mais gostoso - afinal, são SEUS cogumelos, hohoho.
-Use um fiozinho de azeite pra refogar - isso mesmo, amore, refogar, não fritar. Se você usar mais que um fiozinho de azeite, na hora que os cogumelos começarem a soltar água (viiiiu porque nao pode molhar muito?) sua frigideira vai virar uma sopa. Se no meio do caminho você achar que está muito xoxo, coloque mais um fiozinho. Pode jogar os cogumelos e o alho de uma vez só. Faça isso enquanto o azeite ainda está frio, senão o alho vai selar, daí ele queima por fora e fica cru por dentro.
-Quando começar a murchar, regue com um tantinho de shoyu, só pra dar um bronzeado. Se o shoyu não salgou o suficiente, aproveite este momento pra acertar o sal e a pimenta do reino. Vá com calma no sal, porque os cogumelos murcham muito e o tempero fica muito curtido. Provei antes do shoyu e ficou delicioso também, mais primaveril.
-Quando estiver ficando crocante, salpique salsinha (o quaaaanto você quiser), dê uma sapecada e mande pra mesa. Se estiver muito molhado, escorra num papel toalha antes.
Não sei se esta é a receita que o Spot faz, mas aqui em casa ficou mega bom. Agora é só pegar uns potinhos, rechear e colocar naquelas sacolas do Spot Delivery que ficam atoladas debaixo da sua mesa no escritório.
Faça e me conte como ficou!
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Uma terrível revelação
Elas são conhecidas comuns de todo o prédio, nos seus 7 blocos e 32 andares. Todo mundo, absolutamente TOOOODO MUNDO lida com elas.
Quando Dudu e eu juntamos as escovas de dente, mudamos para um apê maior, em outro andar, e fiquei feliz da vida porque aqui as baby cucarachas não apareceram mais.
Eis que, este fim de semana, fico face a face com uma terrível revelação: não é que elas não entram aqui, é que o Dudu mata todas antes que eu as veja, e NÃO ME CONTA!!!!
MEU HERÓI!!! Outro dia mesmo, soube que ele matou umas 3.
E pra piorar, a Anna falou que, se você dormir sem escovar os dentes, as baratas vêm comer a comida que sobrou na sua boca - e que ela viu isso acontecer com um primo dela (mais uma história para o Definitivo Livro dos Causos do Amigo do Meu Primo).
E AGORA??? COMO É QUE EU VOU DORMIR???
Acho que vou fazer uma escala de revezamento de sono à la Capitão Nascimento. Leia aqui: "a partir de agora, o Dudu vai ficar acordado a noite inteira montando guarda".
Odeio baratas.
domingo, 14 de junho de 2009
Posso comer um Cup Noodles?
Perguntei ao oráculo (aka Google) se eu podia comer cup noodles sem quebrar a promessa da fritura. Eis que o primeiro resultado da minha busca foi um site chamado 10 Most Unhealthy Foods.
Hummm...talvez seja melhor deixar a guloseima pra depois.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Quem tem medo da Sra. Petrelli?
Foi lá?

Então pronto, pode continuar a ler este blog.
Agora que você já assistiu a série mais legal da última década, sabe que a Sra. Petrelli é uma super-mãe (super mesmo, ela tem uma "habilidade") desequilibrada, manipuladora, mentirosa, fria, megera e em alguns momentos, genuinamente má. O bicho é ruim mesmo.

Mas na hora de salvar o planeta, ela ainda é a mãe do Peter.
A dinâmica da família Petrelli me lembra muito o relacionamento que eu tenho com São Paulo.
Se você, como eu, também não cresceu aqui, sabe do que estou falando.
Você trabalha o dia inteiro, torce o pé em tudo quanto é buraco, toma banho de esgoto quando chove, escuta seus ouvidos apitarem com o barulho, derrete no trânsito, agride um moleque que tentou roubar seu celular no ponto de ônibus, compra briga com o pedreiro que está te encoxando no metrô, xinga os guardinhas da CET, espirra o dia todo porque não chove mais e o cheiro do rio é entorpecente e pragueja que esta cidade é amaldiçoada, e todos que a habitam também.
Então você bate o cartão e, no caminho de casa, compra ingresso para um filme aleatório no Espaço Unibanco, como você adorava fazer quando era solteira.
Daí você lembra que gosta de sair do cinema e andar de ônibus depois das 21h, quando a cidade está esvaziando e as luzes estão acesas. Gosta também de almoçar e sentar um pouquinho nos bancos do Trianon, onde a temperatura média é 2 graus menor que o resto da Paulista e quase dá pra esquecer do aquecimento global. Gosta de andar pelo Centro velho no domingo e ver que, vazia, a cidade nem é tão cinza assim. Gosta de chegar em casa e ser bem recebida pelos porteiros, de encontrar os vizinhos na padoca, de dar um pulo lá no bloco F pra dar um abraço no seu tio-avô e ficar olhando como ele é a cara do vô João. Que saudade.
Apesar de sua mãe brigar contigo pra você estudar, te deixar de castigo, implicar com o seu peso e planejar sua morte (típico da Sra. Petrelli), ela ainda é sua mãe, e é pro colo dela que você corre quando mais precisa.
São Paulo é minha mãe sim. Nascí aqui, crescí longe, mas voltei para esse colo quando precisei.
E quer saber? Colo de mãe é muito bom, mesmo que ela seja a Sra. Petrelli.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Ding-dong the witch is dead

Se você também é fã de O Mágico de Oz, sabe que é mais ou menos esta a sensação de pedir demissão (pela segunda vez) no meio da Crise - assim mesmo, com C maiúsculo, pois fala-se tanto dela que já criou uma personalidade própria.
Melhor do que dar um beijotchau pra ficar no ócio, é dar um beijotchau novamente, desta vez porque recebeu uma proposta mais legal. Melhor AINDA é explicar que não é pela grana (não MESMO, porque você não vai ganhar mais), é pelo desafio mesmo.
Fui da Consolação ao Paraíso. Isso quer dizer um monte de coisas. Quer dizer, simplesmente, que antes eu trabalhava no Metrô Consolação e agora trabalho no Metrô Paraíso. Quer dizer que eu plantei sementes ruins, me consolei pela colheita pobre, morrí de fome e padecí no paraíso. Quer dizer que mudei de lado da Av Paulista. Quer dizer que mudar de emprego, apesar de desafiador, é muito gostoso.
Bate aquele frio na barriga, rola aquela necessidade de ganhar a confiança das pessoas tudo de novo, de construir sua reputação do zero. Por outro lado, é outro quarteirão, são outros restaurantes, outra estação de metrô, outras pessoas, outro clima de trabalho, outro dress code, outros processos, outros clientes.
O simples fato de, depois de 2 anos e tanto morando no Copan, virar à esquerda para ir para o trabalho, me apresentou um bistrô na Av. São Luiz que serve um café da manhã simpático, uma padoca na Av Ipiranga que tem um pãozinho na chapa sequinho e crocante, um restaurante na 13 de Maio que serve PF cheuio de frescurinhas e pequenos toques de alta gastronomia que eu a-do-ro.
Pequenos hábitos, como uma equipe que chega 15 minutos antes pra tomar café da manhã todo mundo junto, ou uma copa pequena, mas que acolhe bem as refeições trazidas de casa, fazem uma diferença enorme no nosso estômago - e na qualidade de vida.
Enfrentar o ciclone, ver a casa cair em cima da bruxa e seguir a estrada de tijolos amarelos é um longo caminho do Kansas até Oz - ou da Consolação ao Paraíso - mas cada passo valeu a pena e me ensinou a valorizar pequenas coisas que costumavam passar pelo meu dia sem importâcia alguma.
Estou adorando o Paraíso, e que seja eterno enquanto dure.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Só para misses
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Motivação é o que pega

terça-feira, 5 de maio de 2009
Por dentro, pão bolorento
Nem sempre um almoço de relacionamento é um almoço de relacionamento.
Às vezes, um almoço de relacionamento quer dizer que você está indo fazer qualquer outra coisa, como as unhas, uma escova progressiva, depilação, bater um papo com aquela sua amiga que trabalha numa empresa modernérrima, ou mesmo um trabalho de pós-graduação que precisa ser entregue até a meia noite.
Qualquer uma dessas alternativas significa que seu "almoço de relacionamento" não envolverá comida, ou seja, você vai ter que beliscar alguma coisa antes de voltar ao trabalho.
No caminho para meu almoço de relacionamento de hoje, passei no Mc Donalds, pedí um croissant de presunto e queijo, montei na minha vassoura e voei em direção ao metrô.
A primeira mordida tinha um gosto estranho, mordí outra vez, olhei pra dentro do pão e CREEEEEEEEDO!!!!! O recheio estava preto e peludo, todo embolorado.
(Aguarde um momento enquanto eu vou ao banheiro vomitar e já volto. A recriação da imagem peluda na minha frente foi arrepiante.)
Mesmo atrasada, voltei para o MC Donalds e, soltando fogo pelas ventas, amaldiçoei o gerente do Mc Café e todos os seus descendentes até a 7a geração - o que eu acho que não vai funcionar muito, afinal quem é que vai querer procriar com um gorducho vesgo e atendente do Mc?
SIM, tenho preconceito com tios do caixa/balcão. Leia o post sobre a dislexia das tiazinhas do caixa para lembrar.
O gerente pediu desculpas e devolveu meus R$2,50. Ele foi polido e tal, mas polidez não ameniza o fato de ele VENDER COMIDA EMBOLORADA! CARÁCOLIS!
Acionei a vigilância sanitária. Quanto a vocês, caros leitores, pelo bem de suas posturas corporativas, olhem direito a comida antes de morder qualquer coisa que venha do Mc Mofo.
Já basta UMA pessoa passando mal a tarde toda - diarréias e vômitos não são legais para o ambiente corporativo.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Como perder um cliente fiel em 10 passos
Se você já teve a curiosidade de clicar no link "Contrate Dona Gorducha", vai saber que no meio de tanta gordura há também muito conhecimento, especialmente no que se refere ao maravilhoso mundo do marketing. Uma vez que, além de conhecimento e gordura, aqui dentro também cabe muita generosidade, hoje vou dar uma aula grátis sobre o que NÃO fazer com seus clientes leais - sim, LEAIS, porque fidelidade e lealdade são conceitos muito diferentes.
Quer ver como isso funciona? Veja só como eu danço um pancadão em cima do seguinte paradigma:
"Cliente bom é o cliente fiel."
ERRADO!!!!
Fidelidade é uma ilusão. Você foi fiel ao seu marido a vida toda, nunca sequer olhou para outro homem, a traição nunca passou por sua cabeça. Pois é, bonitona, mas um dia você pegou a bolsa e foi embora. Abandonou seu homem e teve a pachorra de dizer que foi uma esposa fiel. FOI! A fidelidade permite conjugar o verbo no passado. Uma pessoa é fiel até o momento do abandono. Leal é seu cachorro. Ele não vai te abandonar se você ficar obesa, não vai te abandonar se você ficar pobre e careca, ou se você estiver insuportável durante uma crise de meia idade. Quem é legal discute a relação, trabalha o problema e vence as dificuldades. Se seu cliente for fiel, ele vai te abandonar por um marido melhor mais cedo ou mais tarde. Se seu cliente for LEAL, ele vai lhe dizer que não foi bem atendido naquela ocasião, mas vai te dar a dica para não cometer mais o erro. Este é o conceito mais importante de todos. Pegou? Então vamos continuar.
Agora vamos à lição do dia: Como perder um cliente fiel em 10 passos.
1- Parta do alegre pressuposto que você venceu as estatísticas e entrou na categoria das empresas que tem um cliente FIEL. É uma mocinha que usa sua marca "desde sempre" (conhecem este slogan de algum lugar? Sim, é da Hering mesmo), adora seus produtos, recomenda pra todo mundo, e sempre prefere comprar na sua loja. Se você for um cara legal, pode entrar na categoria créme de la créme, o clubinho fechado das empresas que têm clientes leais.
2-Fique quietinho aguardando sua cliente entrar na sua loja e dizer:
"Oi, preciso de um jeans básico, com o corte reto, a cintura não muito baixa, tipo este aqui que estou usando, só que mais escuro."
3-Pergunte:
"Qual o tamanho?"
E espere que ela responda:
"Olha, este eu comprei aqui mesmo no início do ano e é 44, mas está meio frouxo, caindo, acho que tem que ser 42."
4-Faça uma cara de nojo, porque você é magro e vendedor de lojinha de malha e responda:
"Hmmm, essa coleção tinha vindo béééééééim maior, pra você tem que ser 46".
5-Ofereça vários modelos de calça 46 da belíssima nova coleção para sua cliente fiel.
6-Aguarde ela voltar do provador bem triste dizendo que todas elas nem passaram das coxas.
7-Ouça sua cliente enquanto ela lamenta o fato de ter perdido a única confecção que ajustava-se a seu corpo confortavelmente. Agora explique que vocês não trabalham com tamanhos maiores que o 46, mas que tem uma loja de tamanhos grandes no piso de cima.
8-Olhe sua cliente fiel sair pela porta da frente, com lágrimas nos olhos, para nunca mais voltar.
9-Tente imaginar sua cliente entrando na Levi's. Fragilizada e constrangida, ela pede por um jeans 48. A vendedora lhe entrega uma calça, que entra com folga, sem nem encolher a barriga, e ainda sobra um pouquinho na cintura. Agora imagine sua cliente olhando para a etiqueta e lendo "Brazil 44".
10-Imagine agora que sua cliente é profissional de marketing, e que a rede de contatos dela é composta mais ou menos da seguinte maneira: 200 jornalistas que trabalham com ela na mesma agência, cerca de 20 contatos profissionais realmente próximos, sejam eles fornecedores ou parceiros, cerca de 30 contatos da ESPM que são também profissionais de marketing, mais uns 15 ou 20 contatos da FGV (sua primeira pós graduação) que são hoje os formadores de opinião das maiores empresas do país, mais 50 colegas de classe novamente da ESPM, sua segunda pós graduação, que vão ouvir sua história numa aula sobre gerência de produto semana que vem, mais seus professores, mais os amigos do seu namorado, que são produtores culturais. Não vamos falar da familia nem dos leitores do blog.
Agora vamos mudar o título deste post e escrever um livro:
Não mexa em time que está ganhando: Como perder um cliente fiel, uns 500 clientes esporádicos e sabe-Deus-quantos clientes potenciais em 10 passos. - Grátis um guia para fazer feio com sua marca na frente de todo mundo.